segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

A Primavera Prematura

Em campos negros de solidão,
infinitas vezes me encontrei,
só a ver passar o Mundo...
com o vazio do nada me torturei

Seria apenas um sonho
ou a profundidade do ser ou não ser
que amarrado e aprisionado
se fecha para ninguém ver...

Será fuga, será consequência??
Agora...apenas isto sei,
não existe evidência
que nestes delírios viajei

Um longo Inverno percorri
moinhos de vento enfrentei
sem inimigos materiais
não morri e não matei....

Apenas a memória fica,
desta minha desventura...
Será apenas um sopro de vida??
Ou a Primavera Prematura....

a vida segue lá fora....

3 comentários:

Anónimo disse...

Está muito bonita, muito simples, muito profunda mas sem grandes artifícios (eles tb n fazem falta nenhuma) e é por isso que soa tão bem e parece-se com algo muito límpido, sem "ruído de fundo".

Mudando de tom ;)... Ficava bem como letra de uma canção...digo eu, q n entendo nada do assunto (mas pronto). Manda para aquele sr. que canta o "encosta-te a mim"...tou tão cansada que nem consigo lembrar nome...:(...Não sabia que escrevias poemas. :)

FM

Anónimo disse...

O meu comentário é simples... "no coments"....

Anónimo disse...

Ai FONIX, quando páras de surpreender o pessoal??! (no fundo n me surpreende!)
É crítico de cinema, é especialista em questões ambientais, políticas e sociais... agora poeta?!
Continua q tens jeito e assim, daqui a uns anos, compilas tudo e eu já posso dizer que tenho um amigo escritor, e dos bons!!
Até mais...
T.Ribas